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Todos iguais, todos diferentes

Sexta-feira, 02.09.11

A União Europeia, de quem tanto se tem falado ultimamente, torna-se cada vez mais no calcanhar de Aquiles daqueles que dela fazem parte. União quer dizer unidade, junção e outra caterva de coisas mas a verdade nua e crua é que essa União só existe para alguns europeus mais dados a danças e contra-danças. A tendência para a unificação das nações faz destas últimas pátrias sem rosto cuja independência económica faz parte de uma passado mais ou menos longínquo. Ontem a Senhora Dona Merkel apelou à uniformização da idade da reforma para toda a Europa e mais uma vez as suas teorias merkelianas receberam o aval daqueles que precisam da massa alemã para não ir ao fundo. Contudo, pus-me a pensar num futuro em que um qualquer funcionário da Repartição das Finanças vai trabalhar de algalia e se cruza na rua com um outro funcionário público que terá de chegar ao local de trabalho com o auxilio de uma andadeira. Credo! Que cenário deprimente. Para já não falar que muitos quando chega a idade da reforma já estão no país das tabuletas há muito tempo. Com isto tudo percebemos claramente que as pessoas são cada vez menos vistas como tal e que o factor humano é subjugado perante a necessidade de fazer dinheiro. Esta mania dos megalómanos como a Dona Merkel e os troikistas de enfiar tudo num só saco como se de batatas se tratasse acaba por resultar num puré nada saboroso. O problema remonta aos inícios da União Europeia e ao facto de uns serem apelidados de cimeiros e outros relegados para a eterna cauda. Com o passar dos anos, os primeiros deram as mãos e empurraram os segundos para uma completa dependência económica e financeira. Uns são mais iguais do que outros e os que não são iguais têm de o ser sob pena de não sobreviverem à tão aclamada crise. Entretanto, o Zé Povinho só vai sabendo aquilo que os seus governantes querem que se saiba e, não obstante, um ou outro jornaleco dar de vez enquanto o alarme para uma nomeação aqui, um desviozinho acolá, tudo se passa à revelia dos desejos e das necessidades dos que mais sofrem com as decisões. Aqueles que querem um pedaço de pão para comer e não o têm são chamados de pobreza envergonhada, no entanto, não sei se a sua pobreza será mesmo envergonhada se não tem o feedback necessário para ser posta à vista de todos. É que há muita coisa que os mandantes não querem ver e a miséria é uma delas. 

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publicado por Lígia Laginha às 09:27





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