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A (in)justa causa

Sexta-feira, 23.09.11

Por estes dias muito se tem falado de despedimentos, das causas que podem justifica-los e da justiça das mesmas causas. Conclui-se portanto que despedir é obrigatório e que a discussão está nos argumentos que se usam para dispensar um trabalhador. No entanto, justiça sempre foi e é um conceito marcado pela relatividade. O que pode ser justo para mim é de certo injusto para outros e assim sucessivamente. A justiça depende do contexto em que estamos e de como observamos aquilo que deve ou não ser justo. Evidentemente, que o trabalhador não achará justo perder o trabalho, deixar de auferir um salário e prescindir da capacidade de pagar contas, comer, vestir e calçar. Contudo, aquele que despede, o patrão ou chefe, não acha justo pagar um salário a alguém que para si não é produtivo e mandria no trabalho. Ou seja, a mesma questão, pontos de vista diferentes. Mas colocando de lado toda esta filosofia, na prática apenas um dos lados será prejudicado: o trabalhador. E no topo de toda esta questão o seguinte: deixará a justa causa de ser necessária para despedir? E, nesse sentido, qualquer pessoa poderá ser despedida só porque sim? Passará a salvaguarda do nosso posto de trabalho a depender do chefe gostar ou embirrar connosco? Estas são as perguntas que nós, trabalhadores, queremos ver respondidas. Não obstante, os nossos governantes estão mais preocupados em esmiuçar o direito do trabalho e a Constituição procurando avidamente razões para lixar o povo tuga e agradar à noiva Troika. 

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publicado por Lígia Laginha às 09:35





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