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Para além da privacidade

Sábado, 23.07.11

Nos últimos dias muito se tem falado do já falecido  News of the World, de escutas ilegais, de um jornalismo selvagem, de James Murdoch e outras tantas figuras a ele associadas. A verdade, infelizmente, é que muitos média funcionam com o New of the World e em Portugal essa não é uma realidade assim tão longínqua. Já aqui tenho escrito sobre a insaciável voracidade dos meios de comunicação pelo escândalo, pelo drama e pela tragédia. Mas, como também já tenho referido, existe um outro lado da moeda, isto é, o apetite igualmente voraz das pessoas por este género de notícia. Ao fim ao cabo os média apenas respondem aquilo que as pessoas gostam, na sua vertente sádica, de ver. E, num Mundo em que as estatísticas é que contam, tudo se faz para alcançar a maior audiência. E esse tudo é mesmo tudo. Daí que sejam ultrapassados todos os limites da decência e a privacidade das pessoas comece a ser encarada como algo que não é um direito e que pode ser prontamente ultrapassado. Cada vez mais, apesar da relutância de um número ainda significativo, a vida das pessoas se vai transformando no chamado “Big Brother”, programa que tanto sucesso tem alcançado nos mais diversos países. E esse sucesso prendesse ao facto das pessoas se importarem mais com a vida dos outros do que com a sua própria vida numa ânsia desmesurada de esquecerem a sua realidade. Neste sentido, não podemos culpar apenas os média pelas suas atitudes desesperadas de oferecer a quem os vê ou lê a notícia mais escabrosa ao cimo da Terra. Culpemos sim toda essa sociedade que para além da privacidade dos outros encontra as histórias com que se inebria. 

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publicado por Lígia Laginha às 08:12

BASTA!

Sábado, 16.07.11

Francamente já não aguento os serviços que deviam ser informativos mas são antes meramente especulativos. Já não suporto os telejornais nem as palavras: banca, rating, stress financeiro, bolsa… BASTA! Infelizmente, vivemos atormentados pelos média e a única fuga possível que temos é deixar de ver T.V. Mas, ora bolas, eu não quero morrer na ignorância, mas também estou cheia de ser massacrada. Pergunto-me o porquê dos serviços noticiosos não se limitarem a dar as notícias?? Porquê que têm de faze-lo de forma a que qualquer coisinha pareça uma catástrofe? Será que sofrem de perturbações sádicas?? É que o Zé Povinho já borrou as calças todas, escusam de lhe estar sempre a fazer ameaças de que vem aí a bancarrota e etc. e tal. Limitem-se a relatar os factos e já agora façam-no apenas uma vez em cada telejornal. Não é por repetirem tanto as coisas que elas se vão transformar nem desaparecer. E já agora: falem também dos aspectos positivos pois estes existem sempre por maior que seja a desgraça. Já chega de Portugal = a fatalismo! Já chega de tanto drama, tragédia e fado. BASTA!

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publicado por Lígia Laginha às 09:43





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