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O fracasso relativo

Terça-feira, 26.07.11

Ontem o excelso Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, por alguns já apelidado de Vitinho dos Punhos Brancos ou Gasparzinho das Massas, disse que “o fracasso não é opção” e que seria uma irresponsabilidade não continuar a seguir os planos que a Troika traçou para a Pátria Tuga. Pergunto-me, no entanto, se não é um fracasso deixar que o desemprego atinja os 13%? Pergunto ainda se não é um fracasso lançar para 2013 a possibilidade da economia portuguesa voltar a crescer espontaneamente? Parece-me que o conceito de fracasso que Vítor Gaspar tem é diferente daquele que pauta já a nossa realidade. Na verdade, Portugal já fracassou e vai fracassando a vários níveis e muito desse fracasso pode ser atribuído à falta da tal responsabilidade, agora aclamada, por parte dos gestores políticos. Digamos que o Estado se continua a “limpar” das suas burricadas e como sempre usa como “papel higiénico” o Zé Povinho. Afinal, fracassado por fracassado o que importa mais um fracasso? É preciso é ir jogando com a ilusão do povo e brincando com a relatividade das palavras. 

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publicado por Lígia Laginha às 08:18

Jovens sem política

Segunda-feira, 25.07.11

Ontem o novo secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou o governo de querer tratar os “jovens como jovens a dias”. Sobre esta afirmação nada posso escrever pois desconheço o cerne da mesma, no entanto, gostava apenas de relembrar aos políticos que os jovens “tão nem aí” para as politiquices. É certo que todos os partidos têm a sua juventude filiada, contudo, à parte a mesma, a maioria dos jovens não militam em qualquer partido e nem sequer vão votar. Muitas vezes já foram feitas entrevistas de rua às camadas jovens que revelaram um desconhecimento total da realidade política portuguesa. Muitos ignoram o nome do Primeiro-ministro, do Presidente da República e do Ministros empossados. Na verdade, a juventude em idade de votar é também, na maioria das vezes, aquela que procura o primeiro emprego e que encontrando sucessivas portas fechadas vai perdendo a motivação. Nessa falta de resposta aos seus desejos surge o descrédito para com os políticos e a política em geral. Grande parte dos jovens encara o futuro com desconfiança e se acaso pensam nos políticos é para culpa-los do estado em que vão as coisas. O que a juventude tuga precisa não é de partidos mas sim de oportunidades, de emprego, de habitação, etc. Enquanto isso os políticos não respondem às suas legitimas aspirações e eles lá continuam jovens sem política, sem rumo e sem NADA. 

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publicado por Lígia Laginha às 07:31

AMY WINEHOUSE

Domingo, 24.07.11

A Somália atravessa uma das maiores secas da sua existência enquanto país, em Oslo dezenas de pessoas foram chacinadas devido à loucura de uma só, mas nas redes sociais e na Internet em geral só se fala da morte de Amy Winehouse. Quer queiramos ou não, achemos justo, moral, ético ou não, a morte de uma figura pública continua a ter uma projecção diferente daquela que é dada ao fim da existência de qualquer anónimo. Tanto mais quando essa figura pública é uma jovem estrela decadente. Confesso-me fã de Amy Winehouse, tal como o sou de Kurt Cobain e Jim Morrison, mas continuo a lidar mal com a diferenciação que fazem entre as pessoas, ainda mais quando essa diferenciação se estende ao comum fim de todos que é a Morte. Contudo, o facto de alguém famoso morrer aos 27 anos após uma existência marcada por excessos faz desse alguém um verdadeiro mito. Mito esse que vai sendo alimentado de geração em geração e dá azo às mais diversas homenagens póstumas. Pergunto-me, no entanto, onde estavam alguns daqueles que lucrarão agora com a morte de Winehouse quando ela precisou deles em vida? É claro que estavam bem longe! É óbvio que a degradação de Amy foi algo empolado por aqueles que perceberam que ela também seria rentável enquanto imagem de uma camada jovem que ligada igualmente a drogas e álcool não se revê na sociedade nem na realidade que os rodeia. Isto é, a própria deterioração das estrelas é usada como marketing tornando as mesmas uma máquina de fazer dinheiro vivas ou mortas. Enfim, sem mais palavras termino com o corriqueiro REST IN PEACE Amy. 

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publicado por Lígia Laginha às 09:53

Para além da privacidade

Sábado, 23.07.11

Nos últimos dias muito se tem falado do já falecido  News of the World, de escutas ilegais, de um jornalismo selvagem, de James Murdoch e outras tantas figuras a ele associadas. A verdade, infelizmente, é que muitos média funcionam com o New of the World e em Portugal essa não é uma realidade assim tão longínqua. Já aqui tenho escrito sobre a insaciável voracidade dos meios de comunicação pelo escândalo, pelo drama e pela tragédia. Mas, como também já tenho referido, existe um outro lado da moeda, isto é, o apetite igualmente voraz das pessoas por este género de notícia. Ao fim ao cabo os média apenas respondem aquilo que as pessoas gostam, na sua vertente sádica, de ver. E, num Mundo em que as estatísticas é que contam, tudo se faz para alcançar a maior audiência. E esse tudo é mesmo tudo. Daí que sejam ultrapassados todos os limites da decência e a privacidade das pessoas comece a ser encarada como algo que não é um direito e que pode ser prontamente ultrapassado. Cada vez mais, apesar da relutância de um número ainda significativo, a vida das pessoas se vai transformando no chamado “Big Brother”, programa que tanto sucesso tem alcançado nos mais diversos países. E esse sucesso prendesse ao facto das pessoas se importarem mais com a vida dos outros do que com a sua própria vida numa ânsia desmesurada de esquecerem a sua realidade. Neste sentido, não podemos culpar apenas os média pelas suas atitudes desesperadas de oferecer a quem os vê ou lê a notícia mais escabrosa ao cimo da Terra. Culpemos sim toda essa sociedade que para além da privacidade dos outros encontra as histórias com que se inebria. 

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publicado por Lígia Laginha às 08:12

A independência da coroa

Sexta-feira, 22.07.11

Não sou monárquica nem, de certo, saberia sê-lo. Mas olhando a actualidade vejo, entristecida confesso, a inversão de valores que foi pautando a história de Portugal. Assim, enquanto outrora muitos deram a própria vida para que Portugal fosse um país independente, na verdadeira aceitação da palavra, hoje o esforço feito é no sentido contrário, isto é, cada vez mais os lusitanos são dependentes dos outros a todos os níveis. Penso, na minha humilde forma de pensar, que os dias de hoje e as decisões governativas são um desrespeito por séculos de história em que os tugas se bateram para que hoje Portugal fosse um País, mas um País de verdade e não um país a fingir como se vai tornando. A nossa actual e futura dependência económica e subserviência à União Europeia descaracterizará completamente a imagem de Portugal enquanto Pátria cuja legitimidade de existência foi reconhecida à tanto tempo atrás. Aqueles que esfregam as mãos de contentamento com o rumo das coisas são os que desconhecem por completo a história e por isso nada aprenderam com ela. Lamentavelmente, à independência da coroa contrapõem a dependência do soberano Euro.

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publicado por Lígia Laginha às 07:39






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