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A causa pouco NOBRE

Terça-feira, 05.07.11

Confesso sem pejo que Fernando Nobre foi a minha maior desilusão política dos últimos tempos. A imagem de homem íntegro e imparcial que tinha dele aquando da sua candidatura às presidenciais simplesmente sucumbiu. Agora não posso deixar de olha-lo com desconfiança e até com algum desprezo. Vem-me à cabeça a frase corriqueira “Cada um é para o nasce” e Nobre simplesmente NÃO nasceu para a política. Mas à parte essa constatação que já todos fizemos o que me repugna na personagem Nobre é que as suas acções não fazem jus ao seu nome, isto é, são muito pouco nobres. Dá-me aquele calafrio na espinha sempre que alguém dá o dito por não dito e, neste caso, foi exactamente o que aconteceu. Pouco tempo antes de começar toda a fantochada que foi a sua candidatura a Presidente da Assembleia da República, Nobre havia dito e redito que era apartidário e jamais faria parte de um partido. Essa foi a sua primeira fraude à qual se seguiram outras que mostraram que afinal Nobre é tão somente mais do mesmo. Ontem as televisões anunciaram a demissão de Nobre como deputado para se dedicar às causas humanitárias, causas essas a que sempre se dedicou na AMI (por uma questão de lógica assim deve ter sido). Para mim desistiu tarde demais da história onde nunca deveria ter entrado. Pena é que só tenha optado pelo humanitarismo em última estância e depois de ter levado uns quantos “fora” da Assembleia. 

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publicado por Lígia Laginha às 07:18

Mais ou menos gregos?

Segunda-feira, 04.07.11

 

Estou cansada de ultimamente todas as sumidades do saber virem para a praça pública explicar porque Portugal está melhor ou pior que a Grécia. Pergunto-me o que importa isso?! Não seria mais produtivo se esses intelectos se virassem exclusivamente para os nossos actuais problemas e tentassem achar soluções? Na verdade, o que me interessa estar pior ou melhor que os gregos se eu não sou grega, sou sim portuguesa. É esse o grande problema de Portugal! Ao salazarista “orgulhosamente sós” contrapôs o democrático “eternamente a correr atrás dos outros e a imitá-los”. Nem na crise nem nos sucessos, Portugal sabe ser independente, único, igual a si mesmo. Esta necessidade de se comparar sempre aos outros e de querer ser como eles dá-me nojo! Não gosto dos que pensam que somos uma província espanhola nem tão pouco de iberistas. Eu sou portuguesa e a única realidade que me tira o sono é a de Portugal. Infelizmente, sei que muitos portugueses com a sua costela sempre fatalista desejam no fundo do seu ser que estejamos piores que os gregos e dessa forma nos possamos vitimizar. Outros há que de ego inchado acreditam que os gregos estão bem piores. Eu pessoalmente aplico a minha teoria: ninguém é pior ou melhor do que o seu semelhante, somos todos apenas e tão só diferentes.

 

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publicado por Lígia Laginha às 06:56

O casamento dos monegascos

Domingo, 03.07.11

Cada vez acredito mais que Portugal é um país de autistas em que as pessoas preferem alienar-se da sua realidade para viver ao rubro a dos outros. Ontem, mais uma vez, as televisões, sobretudo a sempre coscuvilheira TVI, debateram e rebateram o casamento do príncipe do Mónaco com uma campeã de natação. E o mais fantástico é que este tipo de transmissões têm sempre audiência, o porquê é que se desconhece. O gosto da gente portuguesa pelos casamentos reais pode ter duas interpretações: ou se trata de um saudosismo camuflado pelo sistema monárquico, ou então, de uma tentativa de esquecer a triste situação do Zé Povinho onde não há glamour nem capelines que nos protejam a cabeça do sol da miséria. Certo, certo é que os tugas lá vão ficando colados à T.V. e comentando isto e aquilo sobre os noivos, o Mónaco e a vidinha que têm os monegascos. Esquecendo, porém, que vivem no sistema republicano há um século e que é nessa República (das bananas, dos ananases, das uvas, dos pêssegos…) que têm de concentrar a sua atenção. Porque aqui o único casamento que temos na actualidade é o do país como FMI e o divórcio que se augura desde já vai nos custar os olhos da cara sem os quais já não podemos assistir aos casamentos reais. 

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publicado por Lígia Laginha às 09:30

O caso Strauss-Kahn

Sábado, 02.07.11

 

Dei por mim a pensar nos Estados Unidos da América... A terra da liberdade, do melting pot, dos Direitos Humanos, da Democracia… E o que me levou a reflectir sobre tudo isto?? O recente caso Strauss-Kahn. E pergunto-me: Que raio de terra da liberdade é aquela que ao primeiro bitate mandado por alguém cuja credibilidade é muito reduzida coloca o visado atrás das grades como um assassino em série qualquer?! Não quero com isto dizer que acredito na inocência de Strauss-Kahn! A questão não está em acreditar ou deixar de acreditar. A questão está na precipitação dos actos, nas acções perpetradas ao sabor do momento. Agora, perante a incongruência dos relatos da vitima, os Estados Unidos da América já começaram a pagar bem caro as suas atitudes  imprudentes: tiveram de libertar o suposto violador, devolver-lhe a caução e completamente humilhados admitir que os “factos talvez não tenham sido bem assim…”. Pode ainda acrescentar-se a este atabalhoamento todo as últimas descobertas feitas em relação à suposta vítima: mentiu para conseguir asilo, já havia inventado outras histórias de violação, e mais um sem fim de peripécias. Neste momento pergunto então: Porque não averiguaram todo este passado atribulado da vítima antes de ter algemado Strauss-Kahn em frente a todos os canais televisivos??? Pois é, a terra dos Direitos Humanos por excelência é a primeira a desrespeita-los e a atropelar a dignidade de cada SER. Culpado ou inocente não era preciso tanto showbizz, tanto mais quando esse showbizz se revela um verdadeiro tiro no pé.

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publicado por Lígia Laginha às 09:34

O Pai Natal no Peso Pesado

Sexta-feira, 01.07.11

 

 

O programa “Peso Pesado”, vulgo programa das gordas (na nossa sociedade ainda sexista), tem dois novos concorrentes: o Pai Natal e o Zé Povinho. Indiscutivelmente, são também estes dois concorrentes os melhor sucedidos, isto porque, do pé para a mão perderam 50 % do peso que tinham ficando até com tendências anorécticas.

Devido ao clima de competitividade o Zé desentendeu-se com o Natal e agora mesmo ganhando uns míseros 500 euros na época Natalícia só receberá 250 para fazer as suas comprinhas. Sim, porque 500 euros são alguns tostões acima do ordenado mínimo e o Zé tem de ser castigado porque ainda não emagreceu o que devia.

Ironias à parte, alguns espíritos mais atentos clamam já pela inevitável revolta. Deve haver por certo alguma parábola que fale de um animal que sendo sempre manso sofreu tantas sevícias que se transformou numa fera e lançou o caos. Porque quando chegarem os pacotes 4, 5 e 6 não há animal que mantenha a mansidão e a terra dos brandos costumes dará lugar a uma tumultuosa anarquia.

Até lá o Zé Povinho vai continuando no programa das gordas e com ele estarão também os subsídios, os salários e todos o tipo de benesses que servirão de exemplo para quem quer emagrecer. O mesmo não se poderá dizer dos impostos, contas do gás, da luz e da água que sofrerão cada vez mais de obesidade mórbida.

Quanto a mim tenho de estar atenta pois abriu a caça ao funcionário público que tal qual o escaravelho das palmeiras é visto como o sugador da seiva monetária do Estado e uma espécie a exterminar.

 

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publicado por Lígia Laginha às 06:40


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